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Álcool: a droga legal que mata

Álcool: a droga legal que mata

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De acordo com as estatísticas, Portugal é um dos países de maior consumo de álcool mundial. Cerca de 1/4 dos jovens europeus dos 15 aos 29 anos morre devido ao consumo excessivo de álcool.

O consumo em excesso causa a ilusão de força, agilidade e rapidez mas, na verdade, a pessoa está mais fraca, menos ágil, mais lenta e mais confusa.

1. Álcool: a droga legal que mata

Decidir beber álcool ou não, e que quantidade beber, é uma decisão pessoal que todos nós teremos de fazer um dia. O importante é ter informação suficiente para fazer uma escolha correta. Há a tendência para considerar o álcool, de certa forma, inofensivo. Vê-se o consumo de álcool apenas como uma forma de diversão; há publicidade e programas de televisão que mostram pessoas bonitas a aproveitar a vida e a beber álcool.

O alcoolismo tem causas multifatoriais, ou seja, o seu aparecimento dá-se através da interação entre fatores biológicos, psicológicos e socioculturais que se complementam na génese dessa patologia.

Sabe-se que o cérebro humano ainda está em desenvolvimento na adolescência e sabe-se também que o álcool é um depressor, ou seja, torna mais lenta a função do sistema nervoso central. Na realidade, o álcool bloqueia algumas das mensagens que estão a tentar chegar ao cérebro, alterando a perceção, emoções, movimentos, visão e audição.

Após ingestão, o álcool rapidamente atinge o tecido cerebral, interferindo ao nível das diversas funções como o raciocínio e o pensamento, sendo que concentrações etílicas elevadas no organismo causam intoxicação aguda, provocando sintomas como a   euforia, desinibição, propensão para comportamentos agressivos, instabilidade, dificuldades de coordenação e articulação da fala. Em níveis muito elevados de concentração, pode ocorrer coma ou mesmo morte, como resultado da depressão do sistema respiratório.

Quando consumido em grande quantidade, o álcool provoca uma intoxicação. As pessoas podem perder a coordenação, falam mais lentamente, podem ficar confusas e desorientadas. Dependendo da pessoa, a intoxicação pode tornar alguém muito amigável, desinibida e faladora ou muito agressiva e zangada. Os tempos de reação diminuem drasticamente e esse é um dos principais motivos pelos quais não é permitido beber e conduzir.

Riscos de acidente, violência e suicídio são observados com maior frequência em dependentes do álcool, além de transtornos associados ao seu consumo, como intoxicação, abstinência, delírio por abstinência, delírio de ciúmes, demência persistente induzida por álcool, transtorno psicótico, transtorno do humor, transtorno amnésico, transtorno de ansiedade, disfunção sexual e transtornos do sono.

2. Síndrome da dependência do álcool

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A Síndrome da Dependência do Álcool é definida como uma relação patológica do indivíduo com o consumo do mesmo. Alguns comportamentos que caracterizam esta síndrome incluem a prioridade de beber, sobre todos os outros aspetos da vida, um aumento da tolerância ao álcool, sintomas repetidos de abstinência, perceção subjetiva da necessidade de beber e reincidência no consumo após a abstinência. 

Em caso de consumo compulsivo, e apesar das consequências físicas e psicológicas adversas, os indivíduos continuam a usar o álcool. Este abuso está relacionado com situações de consumo, em circunstâncias contra indicadas, cujos efeitos posteriores interferem no desempenho escolar e ocupacional, quando acontece em jovens estudantes, bem como nas relações sociais ou interpessoais. Identificados estes sintomas e observadas evidências de comportamentos compulsivos, ou abstinência e tolerância, deve ser considerado um diagnóstico de Dependência de Álcool.

3. Síndrome da abstinência do álcool

A Síndrome de Abstinência Alcoólica, por sua vez, resulta da adaptação feita pelo sistema nervoso central às substâncias psicoativas. Trata-se de um quadro agudo, secundário à interrupção parcial ou total do consumo do álcool. As suas manifestações clínicas mais usuais são os tremores, náuseas, suores, perturbação do humor, pesadelos, alucinações, agitação e ansiedade. Esta síndrome de dependência alcóolica está relacionada com o aumento significativo da morbidade e da mortalidade, associadas ao consumo etílico.

O uso do álcool acarreta consequências físicas, intelectuais, psicológicas e sociais para o dependente. Problemas sociais como a violência, as dificuldades de relacionamento interpessoal e os prejuízos profissionais, caracterizados por absentismo, atrasos, produtividade reduzida e, muitas vezes, afastamento do trabalho por incapacidade são comumente provocados pelo uso crónico do álcool.

RESUMO

O álcool é a droga legal mais consumida em Portugal. No entanto, de acordo com a Legislação Portuguesa, só pode ser adquirida e consumida por maiores de 18 anos. Por ser legal, a maioria das pessoas não valoriza os riscos que esta droga representa para a saúde. O álcool é visto como presença indispensável em festas e comemorações, caindo-se muitas vezes no abuso da substância.

Não se deixe levar, e se acha que está no ponto em que precisa de ajuda, conte sempre connosco. Ainda é tempo de mudar.

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