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O álcool e a família

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Entre o álcool e a família, por vezes, parece impossível que a situação mude. Que a pessoa mude. Que se renda e que seja humilde. Que seja capaz de nos tratar de forma diferente. Que os seus hábitos mudem. Que realmente faça, em vez de apenas prometer.

No entanto, se não se tentar, nunca se saberá.

1. O Álcool e a Família

O consumo de bebidas alcoólicas pode provocar a dependência e outras perturbações devido ao uso excessivo e irregular, atingindo de maneira negativa a família e as pessoas próximas. É um grande condutor para a violência doméstica, separação de casais, conflitos interpessoais, negligência infantil e parental, além de dificuldades financeiras e legais. Além disso, desavenças, falta de credibilidade e desconfianças são sentimentos despertados nas pessoas que já passaram pela experiência de ter um dependente e, quando há um dependente na família, todos adoecem.

A pessoa que tem problemas com álcool e a família, não reconhece que está doente e dependente desta substância. O medo que a doença causa, além do sofrimento e de sentimentos de culpa e vergonha, faz com que toda a situação seja escondida da família, o que dificulta ainda mais um tratamento e reabilitação da pessoa.

Muitas vezes, há abuso de álcool durante bastante tempo até que os familiares descubram e os dependentes reconheçam que haja um problema. Estes negam que têm uma doença ou que a ligação com o consumo tenha impacto nas suas rotinas diárias.

2. A minha filha é alcoólica… o que faço?”

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Poderá ser uma mãe maravilhosa, que faz tudo pelos filhos, e ainda assim eles sentirem que lhes falta algo que tentam completar com o vício, ou que o seu sofrimento é insuportável e que a sua única saída parece ser consumir para abafar aquilo que se sente. 

Para os filhos, é importante lembrar que, por mais que se finja que se está bem, de que não se precisa de ajuda, um pai ou uma mãe sempre saberão a verdade, e não vale a pena esconder mais. 

Para os pais, importa ressalvar que os filhos precisam da ajuda dos pais, embora não pareça. Poderão estar desesperados, mas orgulhosos ou assustados o suficiente para não serem capazes de o reconhecer. 

No problema do álcool e a família, o apoio dos pais é fundamental para enfrentar um vício que chega a controlar completamente a vida de alguém. No entanto, este tem tanto poder que chega a cegar o próprio e, por este motivo, pedir ajuda externa é válido, legítimo e indispensável. Não precisa de estar sozinho. Contudo, nem sempre é fácil de admitir que há um problema e que não é capaz de o resolver sozinho.

Desistir da pessoa não contribuirá para a sua mudança, e viver com a culpa de quem nada fez, não parece uma opção viável. Contudo, o suporte emocional, a compreensão e, por vezes, o simples facto de estar presente dão uma maior ajuda do que se pensa.

“Anónimo”

“Sempre fui uma mãe galinha, que cedo ficou sem o marido e com duas filhas adolescentes para criar. Não foi fácil, mas lá fui fazendo o melhor que conseguia. A mais velha, saiu de casa aos 16 anos para ir viver com o namorado. Aceitei, até porque conhecia quer o namorado, quer a família dele e só tinha boas referências. Ambos tinham desistido dos estudos, mas eram trabalhadores. Tudo corria bem e chegaram mesmo a casar. Só que a minha filha de um dia para o outro mudou de atitude e decidiu deixar o marido, dizia que estava apaixonada por outra pessoa. Aquela relação não durou mais que seis meses, mas foi o suficiente para engravidar. Ele não aceitou a situação e batia-lhe constantemente, até que minha filha teve coragem de o deixar, é claro que eu a acolhi, afinal vinha aí uma criança que não tinha culpa de nada. Só que mal sabia no que me estava a meter: a minha querida filha vinha com o vício do álcool. Bebia para esquecer os maus tratos que ele lhe dava. Mal a filha nasceu voltou a consumir. Eu estava desesperada, o que havia de fazer, é que ela nem tinha condições para cuidar da filha e eu não podia deixar de trabalhar para a auxiliar. Ela estava de tal forma descontrolada que até os perfumes bebia. Como é que a minha menina tinha chegado a esta situação? Pedi ajuda a pessoas amigas e conseguimos interná-la. No início ainda quis desistir, mas toda a equipa terapêutica foi incansável, assim como os pacientes e ela lá foi aguentando, até que percebeu que esta oportunidade tinha sido a melhor coisa que lhe podia ter acontecido, era a salvação. Hoje está sóbria há um ano e sempre muito positiva. Frequenta sessões de alcoólicos anónimos e vai aos after-care. É uma mãe trabalhadora e carinhosa.”

RESUMO

Diferentes consequências dentro de casa devido ao álcool e a família são possíveis de serem vistas, conseguindo facilitar a violência, além de envolver sentimentos de negação para este tipo de danos dentro de casa.

A família tenta esconder os problemas, diminuindo, assim, os convívios sociais para que este tipo de danos não seja percebido pelas pessoas externas à família.

Mesmo com a doença iminente, a família permanece na esperança da sobriedade, do controlo e da reinserção do dependente socialmente e na família.

Quer ajudar-se a si próprio ou a um familiar? Não espere mais e fale já  connosco. Sabemos exatamente como o ajudar.

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