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O vício do jogo é real mas há quem pense que só se é dependente de álcool ou drogas, “coisas” essas que são passíveis de dar “cabo da vida”, de levar a roubar e a dormir onde calha.

Contudo, comportamentos compulsivos podem existir na alimentação, nas compras, no jogo, entre outros, e constituem também a doença da adição. Falar unicamente de dependência de tóxicos seria muito limitativo.

1. O VÍCIO DO JOGO TAMBÉM É UMA ADIÇÃO?

Uma dependência, seja ela de substâncias, de um produto concreto ou de um comportamento, é determinada pelo facto de a vida do indivíduo girar de tal forma à volta dessa substância, produto ou comportamento que este se sente governado e não governador. 

O jogo patológico passou a ser considerado uma perturbação aditiva, nomeadamente uma perturbação não relacionada com substâncias, a partir da 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) publicado pela Associação Americana de Psiquiatria.

2. COMO SE MANIFESTA A ADIÇÃO AO JOGO?

vicio do jogo 1
vicio do jogo 2
vicio do jogo 3

Na adição ao jogo, a pessoa vive de e para a expectativa de ganhar e de e para a adrenalina do risco. O jogo passa a ser o centro dos pensamentos do adito, e a constituir a sua atividade principal. Atualmente, esta dependência não se cinge apenas aos tradicionais jogos de sorte ou azar (ex: casinos), mas também a jogos de internet que nem sempre incluem apostas (ex: Fortnite, Call of Duty, League of Legends). Ainda assim, a internet oferece uma grande variedade de jogos de apostas e a facilidade de acesso (telemóvel, tablet, computador) permite passar os dias a jogar de forma rápida e intuitiva.

3. JOGO E DROGAS, O QUE TÊM EM COMUM?

Os jogos ativam as mesmas zonas de prazer no cérebro que o consumo de drogas, proporcionando adrenalina e excitação. Assim, é a ação que os jogadores compulsivos procuram e não o dinheiro propriamente dito.

4. TESTEMUNHO

“Jogador Anónimo de Póker Online”

“A adrenalina subia e eu estava cada vez mais viciado. O que seria um simples entretenimento tornou-se uma obsessão. Eu queria ganhar dinheiro de qualquer forma, quando na verdade não tinha falta dele.”

Além do tempo despendido a jogar ou a pensar no jogo, muitos utilizadores vão entrando em apostas cada vez mais avultadas e assumem riscos progressivamente maiores, a fim de conseguirem alcançar os níveis de excitação desejados. Outro sinal de perda de controlo poderá ser quando utilizam o jogo como uma forma de investimento ou de recuperar o dinheiro já perdido em apostas.

RESUMO

Aquilo que mais define a adição, nomeadamente o vício do jogo, não é a quantidade de vezes em que se adotam comportamentos obsessivos e compulsivos, mas sim como estes afetam as relações pessoais, familiares e profissionais. Não ignore este problema, mesmo que não seja diretamente consigo. Conte sempre connosco.

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1 Comentário

  1. Sara Couto 25 de Agosto, 2021

    Artigo muito esclarecedor sobre o vício do jogo. Interessante a relação entre o jogo e as drogas!

    Responder

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